quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Capitulo 3 - Parte I
O olhar de medo e desespero da investigadora Vanessa estava cravado no meu á espera de uma resposta á sua pergunta. Eu tinha a leve impressão que ela sabia onde estava e com quem estava, mas o pânico a fez querer comprovar a sua teoria recém adquirida.
- Quer mesmo saber ou já sabe quem eu e quer comprovar que não está tendo um pesadelo. – Falei do sitio onde eu estava com receio de me aproximar e assusta-la ainda mais com todo o que estava a acontecer.
- Eu sei quem você é quer dizer eu acho que sei. – Ela sussurrou em resposta enquanto apertava os olhos em fendas tentando ver melhor através da escuridão que envolvia o quarto naquele momento. – Você é o cara que eu estou procurando para prender. – Assim que ouvi sua resposta meu sangue ferveu de raiva e apertei minhas mãos em punhos tentando guardar toda a minha raiva para mim mesmo.
- Com medo investigadora? – Vi que seus olhos se abriram assustados quando notou a raiva que minha voz transmitia. Eu não sabia o porquê da minha raiva ao saber que ela sabia quem eu era, mas quando esse sentimento se apoderou de mim eu não consegui mais refria-lo.
- Deveria? – Ouvi sua voz meio estremecida e tratei de me colocar em pé. Vi que ela havia se encolhido na cama com o meu movimento brusco, o que fez meu coração se apertar sabendo que eu estava assustando esse pequeno ser.
Porra ela parece tão indefesa!
- Talvez devesse ter medo! – Respondi enquanto pegava no meu copo de uísque que estava ao lado do sitio onde eu estava sentado á segundos atrás. Suspirei audivelmente quando senti o liquido âmbar descer pela a minha garganta rasgando me dando certo alivio á minha raiva e á forma como eu estava lidando com ela.
- Porque que eu estou aqui? – A ouvi perguntar depois de um longo momento de silêncio. Senti todo o meu corpo estremecer quando ouvi a sua voz bem perto de mim como se ela estivesse somente a dois passos de mim. Não me virei para ver se o que eu estava a sentir era verdade com medo de fazer alguma coisa que podesse me comprometer.
- Estavas ao frio na falésia e eu trouxe-te! – Coloquei o meu copo novamente na mesinha e me virei para ela comprovando que ela estava somente a alguns passos de mim. – Apenas agradeça e saia da minha casa. – Falei desviando meu corpo do dela e pegando no meu celular.
- Espere! – Ela falou assim que me viu perto da porta do meu quarto. Me virei lentamente e encarei o seu rosto surpreso. – Não me vai manter em cativeiro? – Ela perguntou enquanto olhava para mim com atenção.
Tombei levemente a minha cabeça para o lado encarando o seu rosto confuso e surpreso, dei um sorriso irônico e caminhei lentamente até ela. Quando ela me viu caminhando até ela vi que havia prendido a respiração enquanto seus olhos se abriram em expectativa.
- Você quer ficar em cativeiro Investigadora? – Perguntei assim que me vi frente a frente com ela, peito com peito, sentindo o calor que enraiava dela. O cheiro que vinha dela deixou todo o meu corpo alerta fazendo com que a minha respiração começa-se a sair descontrolada enquanto eu encarava os olhos castanhos claros dela.
Olhos dela estavam presos em minha boca enquanto ela soltava a respiração de uma vez só. Quando ela levantou os olhos pra mim fiquei surpreso ao ver que eles haviam escurecido mostrando que ela estava excitada com a minha aproximação.
Num impulso eu abracei a cintura dela enquanto a conduzia até á cama, seus olhos estavam presos nos meus ainda enquanto as mãos dela estavam presas em minha cintura, eu sentia-a as suas unhas arranharem de leve as minhas costas, eu sentia os seus seios contra o meu peito, eu sentia a sua respiração descompassada bater em meu rosto mostrando que ela estava querendo isso também.
Assim que cheguei á cama cai junto com ela em cima do colchão macio tendo cuidado para não deixar todo o meu peso cair em cima dela. Senti suas mãos em minha nuca massageando levemente e eu gemi sentindo aquele carinho que eu nunca senti de mulher alguma, dominado pelo momento eu colei a minha boca na dela sentindo todo o corpo dela relaxar e a sua boca abrir recebendo a minha língua.
O beijo que começou calmo virou um beijo furioso uma batalha entre corpos desejosos por mais atrito, nossas mãos tateavam e apertavam por onde passavam, as respirações descompassadas, os gemidos abafados faziam parte do momento.
Uma das minhas mãos trabalhava com afinco em seus seios enquanto a outra prendia o seu cabelo, seus gemidos de prazer faziam todo o meu corpo esquentar e pedir por mais, suas mãos estavam em meu cabelo puxando enquanto minha boca trabalhava em seu pescoço chupando e lambendo arrancando gemidos altos de prazer vindos da mulher que estava embaixo de mim.
Eu sabia que isso que eu estava fazendo era loucura mas algo dentro de mim me impedia de ficar longe do seu corpo
curvalino e gostoso que se esfregava em mim com intensidade enquanto minhas maos trabalhavam nos botoes da camisa que ela usava.
As mãos dela trataram de abrir as minhas calças enquanto nossas bocas lutavam pelo sabor de nossas linguas, minhas mãos assim que terminaram de abrir sua camisa trataram de apalpar cada pedaço de pele esposta enquanto as maos dela tiravam a minha blusa.
Assim que eu estava sem a minha blusa nossos olhos se encontraram novamente como da primeira vez mas desta vez sem sentimentos maus somente o desejo e a vontade de amar o corpo da mulher em baixo de mim com todas as minhas forças.
POV Vanessa
Todo o meu corpo queimava , cada dobra queimava em puro fogo enquanto as mãos dele trabalhavam em meus seios. Suas mãos eram grandes fazendo meus seios desaparecerem na palma da sua mão, seus beijos em meu pescoço faziam meu corpo implorar por algo mais, imploravam por atenção.
Eu sentia-a a sua existação contra a minha intimidade fazendo todo o meu corpo queimar ainda mais por ele. Por mais que tudo isso fosse errado e não me sentia errada em quere-lo so para mim nesse momento. Assim que o seu olhar queimou no meu todo o meu corpo se derreteu em puro prazer enquanto seu olhar decorava cada canto do meu rosto fazendo meu rosto queimar de vergonha.
- Você é linda Vanessa! – Ele sussurou o meu nome fazendo todo o meu corpo queimar. Num impluso puxei-o pelas calças fazendo ele se deitar emcima de mim e o beijei gemendo de prazer ao sentir novamente o seu sabor junto com o meu.
Minhas mãos viajaram das suas calças para dentro das calças apalpando a sua bunda, assim que o apertei contra a minha intimidade gememos em unisoro.
[continua..]
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Capitulo 2
POV Vanessa
O caminho para a sede foi confuso e desesperado, o olhar de desprezo do homem da falésia me deixou debilitada como se ele soubesse como me atacar ou qual era o meu ponto fraco. Era como se ele conhecesse cada linha do meu passado e o medo quase desesperador que eu tinha do desprezo das pessoas que me rodeavam ou ate mesmo daqueles que ficavam mais próximos de mim.
Minhas mãos tremiam agarradas ao volante enquanto eu dirigia desesperada até á sede eu precisava olhar á minha volta e ver se todos me olhavam como ele e eu nunca havia percebido isso. Eu precisava saber!
Assim que cheguei á sede pulei para fora do meu carro e olhei em volta á procura de algo que somente eu vi e assim que rodei meu corpo olhando em volta reparei que todos me encaravam e o medo de ver o desprezo nos olhos de todos ele foi tão intenso e devastador que entrei em meu carro novamente e sai cantando pneu daquele lugar e dirigi sem destino ou sem meta final.
Eu dirigia sem olhar para onde ia somente as lágrimas eram a minha única certeza naquele momento, eu não sabia o que era aquela dor fazia á bastante tempo e agora tudo voltou a triplicar
Quando dei por mim estava de novo onde o desconhecido fez todos os meus medos renascerem de novo. O medo de ver todos os que me rodeavam me olharem com desprezo, raiva ou ódio.
Ha noite já se encontrava cerrada por isso não sai de dentro do carro com medo de fazer algum tipo de besteira e ali de novo sozinha perdida em meu mundo fechado eu chorei por tudo o que eles me fizeram e por tudo o que estava a sentir.
As palavras que eles sempre me diziam ainda estavam gravadas na minha cabeça e rodavam em meus sonhos tornando qualquer noite tranquila em uma noite tempestuosa e assustadora me fazendo acordar arfando e chorando desesperada me sentindo sozinha em um mundo grande e cheio de maldade. A minha mente fazia questão de quando eu sentisse um pouco de orgulho de mim mesma reproduzir as suas vozes em minha mente fazendo com que tudo fosse relembrado com todos os detalhes e sentimentos.
"Você não tem futuro Vanessa. O que você fará da vida? Ser prostituta e rodar bolsinha na esquina da rua?”
"Quem quer uma vagabunda sem futuro como você? Nunca terá um homem nesse mundo que queria uma pessoa como você!”
"Você foi um erro na nossa vida Vanessa! Você devia ter morrido durante o parto ou sequer ter nascido!"
Os olhares constantes de desprezo que eles me lançavam todas as manhãs, a forma como eles me tratavam a cada dia que passava a raiva deles, o nojo em cada frase e gesto. Era como se eu tivesse algum tipo de vírus contagioso e eles pudessem morrer caso tocassem em mim.
Eu sempre jantava depois deles, nunca me sentei na mesma mesa que eles para não ter que os ver felizes os dois no mundinho nojento deles e eu ali sozinha num canto vendo toda a felicidade deles, sempre que eu caia ou me machucava era eu que tinha que me cuidar. Minha primeira mestruação, minha primeira paixão, minha primeira desilusão era tudo curado com o tempo e com várias lágrimas nunca com o apoio e carinho dos meus pais.
Ainda com as lágrimas em meus olhos encarei a escuridão da noite á minha frente tentando enxergar algum tipo de luz que me guiasse pelo longo caminho que eu teria que seguir.
Ainda no meio de lagrimas e tratei de me descalçar e sai do carro aos trôpegos e caminhei desesperada por entre a escuridão da pequena floresta que me levaria á falésia. Era um caminho cheio de pedras e mato, mas nada doía ou ardia enquanto eu corria por entre aquele matagal denso, a dor em meu peito era dez vezes pior que toda a dor que eu pudesse sentir enquanto eu corria até ao meu destino.
Assim que me vi perto da falésia eu caia enquanto via que todo o meu desespero se abria como a falésia que se estendia á minha frente.
Aquele era o cenário quase perfeito para toda a minha dor, era como se minha mente estivesse na beira de um precipício de dor sem fim que me fazia querer debruçar sobre ele e ver o que me aguardava no fim daquele buraco fundo e sem fim de dor.
Minha vontade de gritar e chorar eram tão grandes que rompia todo o meu corpo para poder sair e ser demonstrado para todo aquele silêncio sem fim.
Há quanto tempo eu não me sentia assim?
Rasgada por dentro?
Dolorida?
Com vontade de me matar?
Com o meu peito inchado de raiva de mim mesma?
Todo o que eu havia conquistado em quatro anos tinha ido por água abaixo com o olhar de desprezo pelo homem que matará tantas pessoas sem justificativa. Ele não tinha o direito de me olhar assim quanto era ele quem merecia tal olhar.
Não! Ninguém merecia ser olhado com desprezo, todos cometíamos os nossos erros e caiamos na tentação de fazer tudo errado, mas temos o direito de concertar e ser realmente recompensados por isso não é?
Todos têm o direito de ser perdoados e nunca julgados por um erro, nunca devemos de ser tratadas como erros, e sim como dádivas de um ser mais poderoso e maior que todos nós!
Não sei quanto tempo eu fiquei ajoelhada ali perto da falésia, mas eu acabei adormecendo naquele chão duro e empoeirado enquanto as lágrimas da minha destruição rolavam livremente pelo meu rosto.
POV Zac
Aquele olhar triste e medroso da Investigadora Vanessa me havia deixado confuso e curioso á cerca do seu passado. Seria algo bem grave para ela não reagir depois da forma como eu havia olhado para ela.
Qual seria o segredo que girava em torno daquela mulher linda e a minha ameaça perante a justiça?
Qual seria o maior medo dela?
Deveria de ser algo bem fundo e que a magoou já que ela depois do nosso encontro saiu quase voando da falésia em direção á cidade.
Nunca foi pego em um trabalho, era silencioso e sem vestígios quase um fantasma em cada caso que eu pegava. Não tinha prazos, tudo planeado até ao ultimo minuto de vida do futuro defunto e nunca falhava.
Planeava matar a investigadora depois de saber tudo á cerca do nosso caso e como eles iam agir para nos pegar em flagrante, mas quando a vi tão indefesa, ali á minha frente me deu um vontade louca de perceber o que tanto rodava á volta dela, uma vontade de pegar nela nos braços e sair dali com ela e tentar curar todas as suas feridas.
Mais uma vez sai de casa, mas dessa vez peguei no carro e sai sem rumo, precisava pensar numa forma de descobrir tudo o que eu precisava sobre a Investigadora, mas quando cheguei á rua onde dava para a falésia onde eu havia me encontrado com ela estava um carro preto com a porta do condutor aberta e havia uns sapos de salto alto que eu logo reconheci por estarem nos pés da investigadora mais cedo, mas não havia sinal de movimentação dentro do carro.
Estacionei atrás do dela e sai do carro e fui atrás dela, não sei bem o porquê que fiz aquilo, mas era quase uma necessidade minha ajuda-la ou até mesmo encontra-la seja lá onde ela estava.
Caminhei em direção da pequena mata densa que dava ao precipício procurando por todos os lados por algum tipo de vestígio dela ou alguma pista por onde ela pudesse estar.
Mas nada encontrei até que a vi perto da falecia adormecida com o seu rosto quase oculto pelas sombras da noite quase sombria que ali fazia, mas assim que eu me aproximei senti o meu peito se apertar ao ver seu rosto banhado em lágrimas recém-derramadas.
O que será que ela estava a fazer ali? Porque aqui?
O seu rosto estava inchado pelo choro e a ponta do seu nariz estava levemente vermelho enquanto o seu corpo ainda se
sacudia com pequenos ispamos vindos do fundo do seu peito.
Sua respiração saia em arquejos doloridos e algumas lágrimas solitárias brilhavam no canto dos seus olhos como se seu sono fosse ou estivesse a ser perturbado por lembranças ou pesadelos antigos.
Num impulso a peguei ao colo e a levei para o meu carro, a deitando no banco traseiro tomando cuidado para não a acordar ou até mesmo a machucar com os meus movimentos.
Logo depois corri até ao carro dela e peguei nos sapatos que estavam ali jogados ao lado da porta aberta e peguei na bolsa dela e nas chaves do carro o fechando para que não fosse roubado e logo corri de returno ao meu carro para seguir caminho para a minha casa.
Olhei para ela através do retrovisor e vi que ela respirava com mais calma sem sinais de novas lágrimas.
Até com aquela cara de choro ela era linda!
Fugindo dos meus pensamentos tratei logo de ligar o carro para seguir em direção da minha casa que ficava a alguns quilômetros de distancia de onde eu estava.
Quando cheguei à casa a Kate estava a andar de um lado para o outro e aparentemente nervosa. Sai do carro e peguei a
investigadora nos braços e caminhei até á porta de casa.
Assim que Kate me viu com a investigadora em meus braços seus olhos ficaram vidrados na mulher em meus braços e logo depois ela se focou em mim com uma expressão confusa marcada em seu rosto.
Ela correu até mim e quando viu o rosto da investigadora manchando pelas lágrimas ela passou a mão pelo rosto bonito dela a e me olhou preocupada.
- O que se passou? O que aconteceu? Porque que você esta com a Investigadora Vanessa nos braços!? O que você fez! - Eu passei por ela mesma com as suas perguntas todas que eu fiz questão de ignorar e entrei e logo vi todos eles ali e sorriam quando viram quem eu trazia e eu abanei a cabeça negando reprovando a alegria deles.
- Preciso que um de você vá á cidade comprar roupas para ela. Vou coloca-la no meu quarto. Por favor, seja discreta. - A Kate saltitou no sitio e acenou a cabeça e pegou no braço do Jared e caminhou velozmente para a porta que dava acesso á garagem desaparecendo da minha vista.
O Chace e o Scoot olhavam-me desconfiados e eu dei de ombros enquanto caminhava para o andar de cima onde ficava o meu quarto. Quando lá cheguei a coloquei no meio da minha cama de casal e sentei-me na cadeira que havia ao lado da cama e fiquei a observa-la dormindo. Mesmo com as perguntas todas da Kate em momento algum ela acordou ou se remexeu em seu sono.
(...)
Já passava da meia noite quando Kate trouxe todas as compras que havia feito na loja de uma amiga dela e as guardou em meu closet. Durante todo aquele tempo que eu estive aqui eu não havia conseguido pregar o olho devido á minha curiosidade. A áurea de mistério rodava todo o corpo da mulher que agora se remexia na minha enorme cama.
Será que ela vai acordar?
Assim que eu pensei nisso os olhos da Investigadora se abriram enquanto o seu corpo pulava da cama ficando sentada de frente para mim, mas eu estava escondido pelas sombras da noite que a lua fraca não conseguia iluminar. Assim que os seus olhos se focaram em mim vi que uma mascara de medo e desespero se formou em seu rosto.
- Quem é você?
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Capitulo 1
Quando se sente que não se é bem vinda à vida de uma pessoa que conhecemos desde sempre, dá-nos vontade de nós matarmos ou desaparecer para sempre do lugar onde estamos. É um sentimento que nos corroí a alma e nos destrói por dentro a cada minuto que passa.
Eu sentia isso sempre que estava do lado dos meus pais. O orgulho que sempre sentia de mim quando conseguia realizar um objetivo imposto por mim mesma na minha vida, desaparecia sempre que eu chegava perto de casa e via o olhar de desprezo que minha mãe e o meu pai me lançavam. O meu próprio orgulho e amor próprio acabavam por ruir em menos de segundos.
Quando eles morreram assassinados por causa de um assalto num banco aqui em Nova Iorque eu prometi a mim mesma que nunca faria o que eles fizeram comigo a quem quer que seja.
Era horrível a dor que se sentia quando se era desprezado por quem supostamente havia de te amar mais que tu.
Essa dor ainda estava marcada em mim, mas eu fazia e faço de tudo para que ela não me atrapalhe ou até mesmo que acabe com o futuro que eu tanto batalhei para ter.
Desde então resolvi deixar todas as lembranças más e completamente devastadoras para trás e seguir em frente sem nunca olhar para trás.
Aos 23 anos havia acabado meu curso de medicina logística e de Investigadora e acabei por entrar no departamento mais conceituado de Nova Iorque.
O FBI é como uma segunda casa para mim, desde que eu aqui entrei sempre foi notada como uma das investigadoras mais conceituadas. Já que eu tinha muitas ambições e sempre conseguia terminar um caso antes do tempo exigido.
Queria mostrar a todos o que eu era e sou completamente profissional, e boa no que eu faço. Em poucos meses virei a Investigadora mais procurada do meu ramo e considerada a Mulher Mais Poderosa do Mundo do Crime pela a revista Citynews.
Mesmo sem atuar ou cantar eu era uma figura publica mesmo que eu não queira. Muitos perguntavam o porquê de eu não ter seguido a carreira de Modelo ou até mesmo de atriz, mas era algo tão fútil que eu simplesmente descartava a ideia de algo tão revelador para mim.
Em três anos de carreira consegui o que muitos no meu lugar queriam e querem, mas nunca tiveram a mesma coragem que eu.
Eu apostava e aposto alto em todos os meus trabalhos e sempre venço.
Medalhas de mérito.
Dinheiro
Respeito
Estabilidade (no trabalho e na minha vida pessoal)
Não posso dizer que vivo rodeada de amigos ou amigas, mas tento ao máximo ser simpática com todos os que me rodeiam. Mesmo sendo considerada uma mulher fria e calculista eu sempre tive o maior cuidado com todos os que me rodeiam e em quem eu realmente confio a minha vida.
Ashley, Megan e Kristen, fazem parte da minha equipa desde que eu aqui cheguei. Haviam sido escolhidas a dedo por uma equipa mais experiente e até hoje sempre nos demos bem.
São talentosas e respeitam-me, não são como metade das meninas daqui que me olham, me avaliam e inventam mentiras a meu respeito. Não que eu ligue ao que elas dizem, mas dói saber que muitos não estão contentes com o meu trabalho.
(...)
Estávamos numa reunião com o conselho á mais de uma hora. Andavam a ocorrer assassinatos em torno da cidade de Nova Iorque e o mais recente foi no centro da cidade. Todos os assassinatos eram grandes políticos ou até mesmo barrões do trafico de droga o que era bem esquisito. Não havia um padrão certo ou até mesmo um perfil que batesse certo para podermos atuar da melhor maneira.
- Bom eu vou colocar a Vanessa a liderar a investigação. O mais tardar amanhã receberá mais pormenores dos acontecimentos.
Eu sorri satisfeita pela confiança que o meu chefe estava a depositar em mim. Eu já havia liderado uma investigação
menor do que esta. Desmantelar uma rede de trafico de menores entre os EUA e a Europa o que foi básico para alguém que
só estava no começo da sua carreira. Este era mais complicado e pelo que eu soube não há armas, impressões digitais ou até mesmo sangue do agressor para podermos lidar melhor com este desafio.
Os crimes não são considerados perfeitos, mas quem quer que seja que esteja a causar estas mortes sabe como não deixar nenhuma marca ou detalhe do que quer que seja.
POV em 3ªpessoa
Longe da sede do FBI trabalhava arduamente para apanhar o culpado pelos homicídios que haviam acontecido nestes últimos tempos um grupo de amigos comemoravam mais uma vitória.
Numa casa grande e bastante bonita nas fronteiras de Nova Iorque estava um grupo de homens entre os 20 e os 27 anos a chegar e a festejar mais um trabalho bem sucedido.
- Cara este foi um dos melhores trabalhos que nós já fizemos. - Um loiro de olho azul piscina comentou com o homem que estava sério com uma expressão fechada e seu maxilar estava travado o que deixou os companheiros apreensivos com a sua reação depois de mais um trabalho bem sucedido - O que se passa? - Ele parou o amigo com a mão e viu que ele encarava a casa sem nada ver. Estava distante e divagava entre duvidas e certezas.
- O FBI já esta com o nosso caso em mãos. A tal de Vanessa Hudgens irá liderar as investigações. Temos que impedir que ela prossiga com este caso. Não podemos ser apanhados. - Ele falou decidido e entrou na enorme e imponente casa deixando todos os companheiros para trás com um ar confuso e amendroentado.
A famosa investigadora do FBI que mesmo só com três anos de profissão e já havia resolvido vários casos. Isso os metia medo sentimento que eles nunca sentiram. Caminharam todos em silencio para dentro de casa onde viram o amigo a beber uma dose de uísque agarrado á irmã mais nova que estava feliz ao seu lado.
- Meninos eu sei que vocês chegaram á pouco tempo, mas preparem-se teremos que apanhar a investigadora mais famosa do FBI e as suas amiguinhas. - A menina de olhos azuis mar pulava no sitio de tanta era a sua euforia e adrenalina que corria em seu corpo.
- Kate já disse para você não se meter mais nisso. - O loiro sentou-se no sofá colocando a cabeça no encosto e sua cabeça tombou para trás mostrando sua fadiga. - Iremos apanha-la nem que seja a ultima coisa que eu faça.
A sala permaneceu em silencio perante a ameaça que o chefe do grupo fez. Eles sabiam que algo nessa nova “missão” iria fazer com que a vida deles muda-se completamente.
(...)
POV Vanessa
As meninas da minha equipe estavam sentadas na minha sala e com uma caneta e um bloco de apontamentos na mão á espera que eu falasse algo. As provas que o nosso chefe disse que mandaria ainda não tinham chegado por isso decidi começar do zero antes que eles decidissem atacar novamente.
- Quero que vocês explorem a fundo cada homem que morreu nesta onda de homicídios recentemente. Moradas, profissões, familiares, telefonemas, e-mail’s tudo. - Elas assistiram e apontaram o que cada uma iria investigar.
- Vanessa também podemos ver as câmeras de vigilância se houverem no local onde foram encontrados. Para ver como os assassinos atuam perante estas situações. –Megan sorriu orgulhosa do seu racicionio. Eu também estava orgulhosa da minha equipa.
- Sim faça isso. - Ela corou com a aprovação da sua ideia e passou a mão em seus cabelos loiros puxados para trás num coque perfeito.
Queria que meus pais tivessem feito o mesmo comigo.
- Podemos ir Vanessa? – Kristen sorria para mim naturalmente como todas sempre faziam e eu assisti. Fiquei novamente sozinha na minha sala enquanto via o sol desaparecer por de trás dos altos edifícios que rodeavam a sede do FBI e então peguei nas minhas coisas para poder pensar com mais clareza á cerca do caso e comer alguma coisa para pernoitar aqui no escritório.
Eu não vou descansar até que todos eles estejam presos.
Caminhei pela sede despreocupadamente até á entrada e pedi para me trazerem o meu carro. Enquanto esperava eu olhei para as ruas movimentadas e sorri fechando os olhos ouvindo o barulho alto dos carros e das motas que passavam na estrada principal, as vozes altas dos vendedores ambulantes, as vozes e assobios dos pedestres que estavam a caminho de casa para finalizar mais um dia.
O fim de mais um dia de trabalho e de luta para todos nós.
Quando o meu carro chegou conduzi despreocupadamente pelas ruas movimentadas de Nova Iorque até a uma campina bem no
Sul da grande cidade e parei.
Este é o sitio ideal para qualquer um pensar e refletir cada decisão que se toma.
Um pouco isolado de tudo e todos não?
Talvez mas a calma e tranquilidade que este sitio me passava colocava todo de lado e fazia com que o meu corpo tenso relaxa-se um pouco.
Sai do carro e caminhei um pouco até á falecia que lá havia, o vento fresco que corria fez os meus pelos do braço se arrepiarem, mas não me importei com tal questão só queria me sentar um pouco e olhar o sol se por no horizonte.
O meu pensamento voou longe, logo que vi o lindo por de sol que estava a formar dando o fim de mais um dia, dando lugar a mais uma noite sem lua ou estrelas apenas escuro.
Porque será que toda a minha vida tem que ser sombria?
Porque que não posso ter um lindo sol só meu para me poder aquecer?
Porque que sempre tinha que viver na solidão?
Será que a felicidade era inalcançável para mim ou eu estava procurando do lado errado?
O sol já estava desaparecendo na linda do horizonte quando decidi voltar para o carro e seguir novamente para a sede mesmo sem ter comido nada. Meu corpo estava um pouco frio devido á descida da temperatura e quando olhei em redor a escuridão já predominava a pequena mata densa por onde eu caminhava em direção á estrada principal.
Quando cheguei ao carro vi um homem alto e de cabelos revolto encostado ao meu carro despreocupadamente e num gesto de defesa peguei na arma que estava na minha cintura e mirei nele.
Vi que fumava um cigarro e quando ele se virou em minha direção ele o jogou no chão soltando o ar juntamente com o fumo de seus pulmões. A cena podia ser considerada excitante ou até mesmo erótica se não fosse estranha a forma como ele me encarava.
- Então você é a famosa investigadora do FBI? Não se acha delicada demais para uma investigadora? - O sorriso sínico combinava perfeitamente com o olhar distante e frio que ele me lançava juntamente com uma expressão de desgosto e desprezo. Sua expressão fez com que meu corpo e minha mente se encolhessem e as lembranças que eu tanto lutava apagar voltaram com a força toda. - Pode abaixar a arma eu estou desarmado é uma desvantagem desonesta não acha? - Ele desencostou do carro e eu abaixei a arma ainda com os olhos postos nele. Vi que ele deu a volta ao carro e sentou no capo do mesmo olhando o horizonte sem nada ver.
- O que você quer? - Ele sorriu ironicamente para mim e depois olhou para mim e vi que seu maxilar estava tenso delineando ainda mais seu rosto másculo e bonito.
- Quero que você se afaste do caso que acabou de pegar. – Ele se levantou lentamente e eu arfei quando vi que ele começou a caminhar para longe do carro e se colocou á minha frente. Levantei minha cabeça e encarei seus olhos. Olhos azuis brilhantes. Duas lagoas azuis frias. - Senão eu te caço até no fim do mundo e mato você sem dó nem piedade. –
Aquela ameaça foi um clique em minha cabeça e os ficheiros do caso que eu li esta tarde apareceram como um flash em minha mente. Eu estava perante o maior assassino de todos os tempos.
Eu poderia prendê-lo se não tivesse tão deslumbrada com esta figura alta e esculpida á minha frente
- E se eu não me afastar? - Vi os olhos azuis ficarem escuros de um momento para o outro mostrando sua irritação perante meu tom desafiador e petulante.
- Você pagará como todos pagam. - Ele saiu caminhando para longe de mim e ele pegou numa mota que ali estava a alguns metros do meu carro e saiu cantando pneu me deixando sozinha naquele canto tão silencioso e frio.
POV na 3ª Pessoa
O caminho que o loiro percorria para casa novamente era breve, já que o encontro com a investigadora não foi planeado simplesmente aconteceu. Ela estava debilitada ele via isso nos olhos dela, mas o que o deixou mais confuso foi o olhar triste que ela deu quando viu o desprezo nos olhos dele.
Quando ele chegou a casa viu sua irmã Kate estava á porta sorridente e saltitante como sempre com um pequeno Ipad em suas mãos.
- Descobri umas coisas sobre a investigadora. Ela morava em San Diego e se mudou para cá depois da morte dos pais á quatro anos atrás. Entrou no FBI e começou por baixo. Foi ficando conhecida devido á sua eficiência perante casos apresentados ao seu chefe. - Ela falava sem parar, mas o loiro apenas acenava perante as informações ele se viu querendo saber mais daquilo que a sua irmã contava. Queria saber o porquê do olhar perdido perante o desprezo dele. -
Ei to falando com você Zac! - O loiro olhou para a irmã que parecia confusa perante a distração. - Está tudo bem? - A preocupação marcava a voz da irmã mais nova.
- Sim Kate, só preciso que você investigue todo o passado antes do FBI da Vanessa. Tudo mesmo. Antigas escolas, os parentes ainda vivos, a causa da morte dos pais. Tudo. – Depois de dar um beijo na testa da sua irmã entrou em casa subindo para seu quarto.
O que será que a Investigadora tanto esconde?
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